{"id":4142,"date":"2022-09-09T11:53:13","date_gmt":"2022-09-09T14:53:13","guid":{"rendered":"https:\/\/cvmarj.org.br\/site\/?p=4142"},"modified":"2022-09-09T11:53:16","modified_gmt":"2022-09-09T14:53:16","slug":"lembranca-25","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cvmarj.org.br\/site\/index.php\/2022\/09\/09\/lembranca-25\/","title":{"rendered":"Lembran\u00e7a 25"},"content":{"rendered":"\n<p>Inven\u00e7\u00f5es, Pesquisas e Desenvolvimentos<br>Por Iber\u00ea Mariano da Silva (*)<\/p>\n\n\n\n<p>Grande parte da minha reminisc\u00eancia, eu escrevi como pref\u00e1cio para o \u00faltimo livro do meu grande amigo falecido Ronaldo Olive.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele era a maior autoridade em armamento leve do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu passei 24 anos de minha carreira na \u00e1rea de Ci\u00eancia e Tecnologia &nbsp;e eis o que aquilatei.<\/p>\n\n\n\n<p>A \u00e1rea de ci\u00eancia e tecnologia (C&amp;T) \u00e9 uma express\u00e3o do Poder Nacional de um Estado soberano, ao lado das express\u00f5es militar, psicossocial, econ\u00f4mica e pol\u00edtica.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta \u00e1rea \u00e9, tamb\u00e9m, um separador entre as na\u00e7\u00f5es que est\u00e3o submissas e aquelas que almejam se projetar.<\/p>\n\n\n\n<p>Vejamos alguns problemas dos pesquisadores e cientistas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em geral, s\u00e3o tidos, por institui\u00e7\u00f5es n\u00e3o preparadas para eles, como \u201ccriadores de casos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Isto \u00e9 devido a estarem permanentemente vendo outra solu\u00e7\u00e3o ou maneira diferente de encarar um problema.<\/p>\n\n\n\n<p>Damos bolsas de estudo no exterior aos mais promissores e estes, em alguns anos, retornam.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao voltarem, n\u00e3o encontram institui\u00e7\u00f5es de pesquisa onde possam dar continuidade \u00e0s suas pesquisas e interesses, contribuindo com o que l\u00e1 fora aprenderam.<\/p>\n\n\n\n<p>Frustram-se em uma s\u00e9rie de problemas de car\u00e1ter organizacional e administrativo, e, de duas, uma: ou voltam para o exterior ou se acomodam.<\/p>\n\n\n\n<p>D\u00e1-se a evas\u00e3o de c\u00e9rebros.<\/p>\n\n\n\n<p>O pa\u00eds fica no preju\u00edzo.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o tem retorno do capital investido pelo contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>Os que ficam poucas vezes t\u00eam oportunidade de retransmitir seus conhecimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro tipo de evas\u00e3o de conhecimento ocorre devido \u00e0 maneira esquisita de avalia\u00e7\u00e3o da CAPEs: ganha pontos quem publica \u201cpapers\u201d e artigos no exterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Passamos, de m\u00e3o beijada, para institutos fora do pa\u00eds os resultados das pesquisas de nossas universidades.<\/p>\n\n\n\n<p>Eles d\u00e3o continuidade \u00e0 pesquisa, transformam-na em tecnologia e, pouco tempo depois, estamos comprando os produtos.<\/p>\n\n\n\n<p>Por causa de nossa precipita\u00e7\u00e3o, perdemos a oportunidade de aprofundar as pesquisas e concorrer, eventualmente, a um Pr\u00eamio Nobel.<\/p>\n\n\n\n<p>Para deslanchar a \u00e1rea de C&amp;T, v\u00e1rias medidas devem ser tomadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Devem ser criados polos tecnol\u00f3gicos e institui\u00e7\u00f5es de pesquisa bem aparelhados, reais e, n\u00e3o apenas, demag\u00f3gicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Deve haver um banco de dados que informe a pesquisa que est\u00e1 sendo realizada, sua localiza\u00e7\u00e3o e seu cronograma f\u00edsico financeiro, de tal modo que outros pesquisadores em outras institui\u00e7\u00f5es possam somar esfor\u00e7os.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Deve-se estabelecer que os \u201croyalties\u201d pagos por uma inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica devem ser repartidos (em porcentagens a serem discutidas) entre o grupo de pesquisadores, o financiador, a institui\u00e7\u00e3o na qual foi criada e a institui\u00e7\u00e3o \u00e0 qual pertencem os pesquisadores.<\/p>\n\n\n\n<p>Deve-se incentivar a triangula\u00e7\u00e3o entre institutos de pesquisa, universidades e a ind\u00fastria.<\/p>\n\n\n\n<p>Na primeira, cria-se e inova-se; na segunda, difunde-se o novo conhecimento; e, na terceira, produz-se o bem para que a sociedade tenha seu retorno.<\/p>\n\n\n\n<p>Tudo com seus lucros.<\/p>\n\n\n\n<p>Diversos inventores, pesquisadores e cientistas aut\u00f4nomos t\u00eam dificuldade de saber o que fazer ou a quem recorrer para levar \u00e0 frente seus projetos, tanto no sentido financeiro como no mercadol\u00f3gico.<\/p>\n\n\n\n<p>Com isto, diversas inova\u00e7\u00f5es se perdem.<\/p>\n\n\n\n<p>Um fator que deve ser olhado de perto \u00e9 o tocante ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).<\/p>\n\n\n\n<p>Patentes s\u00e3o caras e demoradas para pessoas f\u00edsicas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em diversas empresas existem solu\u00e7\u00f5es que valem patentes.<\/p>\n\n\n\n<p>O INPI poderia atuar mais.<\/p>\n\n\n\n<p>Se o n\u00famero de patentes no Brasil \u00e9 baixo, talvez, esteja a\u00ed a causa.<\/p>\n\n\n\n<p>O INPI poderia se organizar mais e passar a ser aquinhoado com verbas mais compat\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>O retorno \u00e9 certo.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro \u00f3bice s\u00e3o organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o-governamentais (ONGs) estrangeiras, que fazem de tudo para criar embara\u00e7os e acabar com pesquisas que n\u00e3o lhes interesse que tenhamos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 o caso de transg\u00eanicos, hormesis, c\u00e9lulas-tronco, supercondutores, qu\u00edmica fina, explora\u00e7\u00e3o espacial etc.<\/p>\n\n\n\n<p>Os nossos primeiros inventores foram e s\u00e3o os \u00edndios.<\/p>\n\n\n\n<p>Suas atividades s\u00e3o primordialmente na \u00e1rea da medicina natural.<\/p>\n\n\n\n<p>O conhecimento de suas plantas medicinais fazem parte da cobi\u00e7a dos pesquisadores estrangeiros, que aqui veem para espoliar os ind\u00edgenas a fim de conhecer os princ\u00edpios ativos das mesmas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os brasileiros s\u00e3o muito criativos, n\u00e3o s\u00f3 ao inventar, mas, como tamb\u00e9m para improvisar em situa\u00e7\u00f5es que se fazem mister.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, nada tem divulga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Vou dar alguns exemplos de inven\u00e7\u00f5es de brasileiros ou de estrangeiros que aqui convivem ou conviveram conosco:<br>Escorredor de Arroz, dona de casa Therezinha Beatriz Alves de Andrade, 1959, M\u00e1quina de Escrever, padre Jo\u00e3o Francisco de Azevedo, Identificador de Chamadas Telef\u00f4nicas (BINA), t\u00e9cnico N\u00e9lio Jos\u00e9 Nicolai, 1980, Urna de Vota\u00e7\u00e3o Eletr\u00f4nica, Juiz Carlos Prud\u00eancio, 1989, Chuveiro El\u00e9trico, Francisco Navarro, 1927, Painel Eletr\u00f4nico (Est\u00e1dios Esportivos), Carlos Eduardo Lamboglia,1997, Doce Brigadeiro, dona de casa Heloisa Nabuco, Avi\u00e3o Com Decolagem Aut\u00f4noma e H\u00e1bito do Uso de Rel\u00f3gio de Pulso, &nbsp;Alberto Santos-Dumont, 1906, R\u00e1dio, Tel\u00e9grafo Sem Fio, padre cat\u00f3lico Roberto Landell de Moura, 1892, Rela\u00e7\u00e3o entre Microcefalia e o V\u00edrus Zica, Dra Celina Maria Turchi Martelli, 2016, Orelh\u00e3o Telef\u00f4nico, designer Chu Ming Silveira, chinesa, naturalizada brasileira, 1970, Cart\u00e3o Telef\u00f4nico, engenheiro N\u00e9lson Guilherme Bardini, 1985, mas, adotado no Brasil s\u00f3 em 1992, Cora\u00e7\u00e3o Artificial, engenheiro mec\u00e2nico Aron de Andrade, 2000, In\u00fameras Inven\u00e7\u00f5es em Robotr\u00f4nica, &nbsp;Coronel EB Antonio Iris Teixeira, nas d\u00e9cadas de 1980 e 1990, Radiografia de Pulm\u00e3o (Abreugrafia), m\u00e9dico Manuel de Abreu, 1936, Fotografia, Antoine Hercule Florence, 1833, um franc\u00eas que viveu aqui por muitos anos, Cinema 3D, Sebasti\u00e3o Comparato, 1934, italiano chegado no Brasil com seis meses de idade, M\u00e1quina de Comunica\u00e7\u00e3o com Pessoas em Coma e Estado Vegetativo, Luiz Fernando da Dilva Borges, com 18 anos apenas, C\u00e2mbio Autom\u00e1tico, engenheiro mec\u00e2nico Jos\u00e9 Braz Araripe, 1932 (a GM comprou a patente e produziu primeiro carro hidram\u00e1tico em 1938), Motor a \u00c1lcool, Coronel-Aviador Urbano Ernesto Stumpf, 1973\/ 1974, Escova Progressiva, cabeleireiros do sub\u00farbio do Rio de Janeiro,1998, Interfaces C\u00e9rebro-M\u00e1quina, por um grupo de 150 cientistas liderados pelo brasileiro Miguel Nicolelis, Soro Antiof\u00eddico, imunologista Vital Brazil, 1903, bem como soros para picadas de escorpi\u00e3o, 1908, e soros para veneno de aranha, 1925, Walkman, Andreas Pavel, alem\u00e3o que veio para o Brasil aos seis anos e aos vinte e sete anos, em 1972, criou o aparelho de som port\u00e1til, a que batizou de Stereobelt, Bal\u00e3o a Ar, por Bartolomeu de Gusm\u00e3o, 1709, criou a Passarola.<\/p>\n\n\n\n<p>Bal\u00f5es a ar foram utilizados por Caxias na Guerra do Paraguai para observadores, Facebook, Eduardo Saveiro, que foi cofundador da companhia, Eliminador de Fungos ( Sterilair ), Alinton Fiorenzano que acabava com fungos em bibliotecas, livrarias, arm\u00e1rios, etc; Vidro com o Mesmo \u00cdndice de Dilata\u00e7\u00e3o do A\u00e7o, Coronel Serra, do IPD do Ex\u00e9rcito Brasileiro, e v\u00e1rios outros que deixo de documentar.<\/p>\n\n\n\n<p>Devido a minhas atividades profissionais, convivi com diversas pessoas geniais.<\/p>\n\n\n\n<p>Para n\u00e3o sair nominando todas &#8212; o que seria uma lista muito longa&nbsp; &#8212; citarei dois dos mais humildes, verdadeiras mentes privilegiadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Foram dois soldados do EB que n\u00e3o tinham, sequer, o curso fundamental completo.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro \u00e9 o Soldado Jesus, que era um ex\u00edmio projetista e confeccionador de qualquer produto militar de Intend\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>O segundo \u00e9 o soldado Josu\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p>Este falava fluentemente o ingl\u00eas e conhecia profundamente a inform\u00e1tica, tanto Software como Hardware.<\/p>\n\n\n\n<p>Recebida a ordem, em uma semana passou a dominar plenamente o franc\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>Transferido para o Instituto de Projetos Especiais do IPD, em tr\u00eas meses aprendeu sozinho tudo de Neutr\u00f4nica e muito nos ajudou na constru\u00e7\u00e3o de um Arranjo de Grafite Ur\u00e2nio Subcr\u00edtico ( ARGUS ).<\/p>\n\n\n\n<p>Quando serv\u00edamos na Secretaria de Ci\u00eancia e Tecnologia, minha equipe e eu fomos encarregados de recepcionar os inventores e inovadores que l\u00e1 se apresentavam.<\/p>\n\n\n\n<p>O objetivo era verificar a viabilidade, orientar, ver as possibilidades no mercado, corrigir ( dentro do nosso alcance ) eventuais erros e acompanhar a evolu\u00e7\u00e3o das pesquisas.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos que mais se destacaram foi o Sr. Nelmo Suzano.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele era um g\u00eanio como inventor e inovador de armamento leve.<\/p>\n\n\n\n<p>Projetou e construiu diversos prot\u00f3tipos revolucion\u00e1rios para a \u00e9poca.<\/p>\n\n\n\n<p>Diversos pa\u00edses o procuraram para que ele constru\u00edsse suas armas em suas respectivas na\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A despeito de sua genialidade, o meu amigo Nelmo fez inimigos importantes, talvez, por inveja destes.<\/p>\n\n\n\n<p>Um grande problema em sua vida, pelo que me chegou, foi um de seus s\u00f3cios, que era um falso amigo.<\/p>\n\n\n\n<p>Este camuflava do Nelmo todos os convites e propostas que vinham do exterior.<\/p>\n\n\n\n<p>O Secret\u00e1rio de Ciencia e Tecnologia, informado, fazia o poss\u00edvel para apoi\u00e1-lo.<\/p>\n\n\n\n<p>Procurou criar entendimentos entre firmas nacionais e o Nelmo.<\/p>\n\n\n\n<p>Este, quando procurava as referidas firmas, era recebido com propostas financeiras indecentes e, mesmo, grotescas, que o exploravam.<\/p>\n\n\n\n<p>No Ex\u00e9rcito, haviam dois altos coturnos, sem muita influ\u00eancia, mas, que faziam de tudo para obstaculizar o Nelmo e suas armas.<\/p>\n\n\n\n<p>Um era um engenheiro de armamento, que jamais foi capaz de construir um estilingue sequer.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele era contra o Nelmo porque o Nelmo n\u00e3o era engenheiro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O outro era um engenheiro de comunica\u00e7\u00f5es, que dizia querer uma est\u00e1tua na frente da F\u00e1brica de Itajub\u00e1 por ter salvo a Imbel das armas do Nelmo.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanta torpeza, vaidade e vilania dos dois!<\/p>\n\n\n\n<p>Quando o Nelmo colocou o fuzil LAPA FA- 03, calibre 5,56X45mm, para ser testado no Campo de Provas da Marambaia, as provas come\u00e7aram a dar \u201cn\u00e3o conforme\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Verificamos, posteriormente, que toda muni\u00e7\u00e3o era defeituosa.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu sei at\u00e9 hoje o paradeiro das ditas muni\u00e7\u00f5es que foram recolhidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu at\u00e9 gostaria de pensar em ter sido incompet\u00eancia, mas, acredito mesmo em sabotagem.<\/p>\n\n\n\n<p>Nelmo e eu nos tornamos amigos em 1993 at\u00e9 sua morte, em 18 de julho de 2014.<\/p>\n\n\n\n<p>Nossas almas de pronto se casaram.<\/p>\n\n\n\n<p>Est\u00e1vamos sempre juntos, tentando contornar os \u00f3bices.<\/p>\n\n\n\n<p>Seu maior orgulho era a patente da mola recuperadora de tr\u00eas fios.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 mais velho, com a sa\u00fade muito comprometida e com receio de roubo ou embargo, durante algum tempo, naquele passado, Nelmo me confiou todo seu acervo para que eu me tornasse o guardi\u00e3o do mesmo enquanto durasse a necessidade, o que ocorreu por longo tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1996, engenheiros da \u00c1frica do Sul vieram demonstrar uma ent\u00e3o revolucion\u00e1ria mira ACOG Trijicon, de ponto luminescente, para o Ex\u00e9rcito Brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Aproveitamos e mostramos para eles o fuzil FA-03.<\/p>\n\n\n\n<p>Eles me deram, ent\u00e3o, um exemplar da mira para adaptarmos na arma e fazermos um teste do conjunto, filmado e fotografado.<\/p>\n\n\n\n<p>A adapta\u00e7\u00e3o foi feita sob nossa orienta\u00e7\u00e3o no IPE.<\/p>\n\n\n\n<p>Solicitei ao Batalh\u00e3o de Guardas o seu pior atirador.<\/p>\n\n\n\n<p>O Soldado era t\u00e3o ruim, que vieram mais dois, s\u00f3 para tomar conta dele.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dois primeiros tiros ele errou.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s instruir um pouco mais o soldado, ele deu os outros treze tiros na mosca.<\/p>\n\n\n\n<p>Os sul africanos ficaram entusiasmados.<\/p>\n\n\n\n<p>Disseram que aquele era o melhor conjunto do mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o iam produzi-lo apenas porque tinham acabado de produzir um novo fuzil para a \u00c1frica do Sul.<br>O Brasil perdeu um grande inventor em 2014, e eu, um grande amigo.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, n\u00e3o existe na\u00e7\u00e3o desenvolvida e verdadeiramente soberana sem uma atividade intensa de C&amp;T.<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>(*) General-de-brigada engenheiro militar veterano, AMAN Mat Bel 67, Pqdt Militar, Mestre Salto, Guerra na Selva, Graduado ( Eng Eletr\u00f4nica ) e P\u00f3s-graduado MSc ( Nuclear ) pelo Instituto Militar de Engenharia ( IME ) e pela \u00c9cole Nationale Sup\u00e9rieure de l\u2019A\u00e9ronautique et l\u2019Espace ( Fran\u00e7a ), diplomado pelo Curso de Pol\u00edtica, Estrat\u00e9gia e Alta Administra\u00e7\u00e3o do Ex\u00e9rcito ( CPEAEx ).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Inven\u00e7\u00f5es, Pesquisas e DesenvolvimentosPor Iber\u00ea Mariano da Silva (*) Grande parte da minha reminisc\u00eancia, eu escrevi como pref\u00e1cio para o \u00faltimo livro do meu grande amigo falecido Ronaldo Olive. 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