{"id":4203,"date":"2022-10-04T20:32:34","date_gmt":"2022-10-04T23:32:34","guid":{"rendered":"https:\/\/cvmarj.org.br\/site\/?p=4203"},"modified":"2022-10-04T20:33:14","modified_gmt":"2022-10-04T23:33:14","slug":"lembranca-29","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cvmarj.org.br\/site\/index.php\/2022\/10\/04\/lembranca-29\/","title":{"rendered":"Lembran\u00e7a 29"},"content":{"rendered":"\n<p>Parque Regional de Manuten\u00e7\u00e3o da 1\u00aa Regi\u00e3o Militar<br>Por Iber\u00ea Mariano da Silva (\u25aa)<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; 1\u00aa parte<\/p>\n\n\n\n<p>Fui nomeado diretor do Parque Regional de Manuten\u00e7\u00e3o da 1\u00aa Regi\u00e3o Militar&nbsp; e assumi a Dire\u00e7\u00e3o&nbsp; em 5 de fevereiro de 1996.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma nova e emocionante atribui\u00e7\u00e3o da minha vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Tinha a responsabilidade de in\u00fameras pessoas, e cuidar e manutenir material de nosso Ex\u00e9rcito.<\/p>\n\n\n\n<p>Tive in\u00fameros desafios entre os quais destaco:<\/p>\n\n\n\n<p>1_Modernizar o Parque cujo estado n\u00e3o era dos melhores e com equipamentos muito velhos;<\/p>\n\n\n\n<p>2_Receber os novos Carros de Combate Leopard I comprados da B\u00e9lgica e acompanhar a &nbsp;manuten\u00e7\u00e3o de entrega feita pelos belgas;<\/p>\n\n\n\n<p>3_Receber e Manutenir todo material proveniente de Angola que se encontrava na miss\u00e3o UNAVEM III da ONU.<\/p>\n\n\n\n<p>Vou relatar primeiro sobre a grande miss\u00e3o sobre o material de Angola.<\/p>\n\n\n\n<p>Certo dia recebi a ordem do QG do EB em Bras\u00edlia, para em tr\u00eas dias informar o quanto precisava em dinheiro para recuperar o material que estava em Angola.<\/p>\n\n\n\n<p>Loucura total.<\/p>\n\n\n\n<p>Como avaliar sem ver ao menos o material e em tr\u00eas dias !&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 bem de um burocrata dando ordem absurda sentado em seu gabinete, sem o m\u00ednimo conhecimento do que a ordem representava.<\/p>\n\n\n\n<p>Eram 1 Batalh\u00e3o completo, 1 Companhia de Engenharia refor\u00e7ada &nbsp;e um Destacamento de Sa\u00fade vindos de um Teatro de Opera\u00e7\u00f5es d\u2019al\u00e9m mar.<\/p>\n\n\n\n<p>Felizmente, temos amigos, e amigos de verdade s\u00e3o aqueles que aparecem espontaneamente para nos ajudar nos momentos dif\u00edceis.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Fui informado, por ele, que o Brasil tinha recebido 8 milh\u00f5es de d\u00f3lares&nbsp; para aquela finalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Entrei em contato com o meu amigo da Marinha que Comandava o Batalh\u00e3o Log\u00edstico de Fuzileiros Navais que possu\u00eda um quinto do efetivo em Angola.<\/p>\n\n\n\n<p>Perguntei a ele como ele estava e ele me respondeu que estava apavorado devido a ordem absurda que tinha recebido do seu comando em Bras\u00edlia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Deixei ele ficar mais calmo, e ap\u00f3s dizer-lhe que tinha recebido ordem igual, relatei sobre meu amigo de Bras\u00edlia que tinha me dado (sorrateiramente) o montante da verba destinada \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Disse-lhe que sabia que ele tinha em Angola 1\/5 do efetivo em Angola e propus a ele ficar com 1\/5 da verba.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele aceitou e altamente excitado e ansioso perguntou qual era montante.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Disse, ent\u00e3o, 8 milh\u00f5es. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ele ficou exaltado e ent\u00e3o complementei,&nbsp; de d\u00f3lares e, assim, cabe a voc\u00ea 1,6 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o vi, mas ele devia estar pulando de alegria e repetia sem parar :_ Puxa, um milh\u00e3o e seiscentos mil d\u00f3lares!<\/p>\n\n\n\n<p>Esperei ele se acalmar e propus que ele remetesse, em resposta a seu Comando, que ele tinha avaliado este valor.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu, por meu lado, enviaria ao meu Comando, que minha avalia\u00e7\u00e3o tinha sido de seis milh\u00f5es e quatrocentos mil d\u00f3lares.<\/p>\n\n\n\n<p>O raio do Intendente de Bras\u00edlia, que tamb\u00e9m estaria com uma banana na m\u00e3o, recebeu as nossas respostas e deve ter ficado muito contente.<\/p>\n\n\n\n<p>A soma dava justamente a verba que ele recebera.<\/p>\n\n\n\n<p>A Viagem de Retorno&nbsp; ao&nbsp; Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>O Material proveniente de Angola veio para o Brasil em dois escal\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro trouxe o material proveniente da Companhia de Engenharia (BRAENGR).<\/p>\n\n\n\n<p>O segundo chegou com o material do Batalh\u00e3o de Infantaria (BRABAT) e do Destacamento Avan\u00e7ado de Sa\u00fade (ADS).<\/p>\n\n\n\n<p>Como o pre\u00e7o cobrado pela Marinha de Guerra Brasileira seria muito mais caro, devido vir a se constituir numa opera\u00e7\u00e3o envolvendo v\u00e1rias belonaves, a ONU optou por fretar navios civis.<\/p>\n\n\n\n<p>O material do navio fretado foi um de bandeira grega em p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Isto, levou o material a ser bastante danificado.<\/p>\n\n\n\n<p>A situa\u00e7\u00e3o do porto com guindastes sucateados, e os portu\u00e1rios com m\u00e1 vontade e trabalhando mal, pioraram ainda mais os danos no material.<\/p>\n\n\n\n<p>A falta de equipamentos apropriados para o desembarque das viaturas causou danos em quase todas.<\/p>\n\n\n\n<p>O material do BRABAT foi muito mal manutenido em Angola.<\/p>\n\n\n\n<p>No retorno, por\u00e9m, teve a sorte de vir num navio novo todo informatizado de bandeira ucraniana.<\/p>\n\n\n\n<p>Este pessoal, altamente capacitado e treinado, utilizou os guindastes controlados por computadores do pr\u00f3prio navio para o desembarque.<\/p>\n\n\n\n<p>Com material apropriado para o translado, o material sofreu poucas avarias.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo fato das viaturas e equipamentos em geral n\u00e3o possu\u00edrem pontos de i\u00e7amento,&nbsp; meios de fortuna s\u00e3o utilizados para o embarque e desembarque.<\/p>\n\n\n\n<p>Isto danifica muito o material.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste contexto deve-se ressaltar, tamb\u00e9m que, a falta de pontos r\u00edgidos para amarra\u00e7\u00e3o fez com que algumas viaturas se chocassem uma com as outras, amassando-as e danificando-as.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao amarrarem as Toyotas por seus para-choques, estes foram todos retorcidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro fator cr\u00edtico para o estado de dano, que o material sofreu, foi a defici\u00eancia e falta de tarimba na embalagem e empacotamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Em resumo, n\u00e3o sabemos embalar material para lev\u00e1-lo ou retir\u00e1-lo de um TO d\u2019al\u00e9m mar.<\/p>\n\n\n\n<p>O Parque, constatando este problema, ao receber material oriundo da B\u00e9lgica que acompanhavam os CC Leopard 1 A 1, verificou que o material utilizava embalagens padronizadas pela OTAN.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o caixas e caixotes constru\u00eddos de modo resistente e refor\u00e7ado, f\u00e1ceis de serem manipulados, dotados de al\u00e7as, f\u00e1ceis de abrir e fechar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em dimens\u00f5es padronizadas, permitem que para cada viatura, avi\u00e3o, cont\u00eainer etc deles se saiba&nbsp; \u00e0 priori quantos m\u00f3dulos de cada tipo ou quais as combina\u00e7\u00f5es poss\u00edveis s\u00e3o pass\u00edveis de serem transportados.<\/p>\n\n\n\n<p>O Parque cr\u00ea que o BRAENGR foi ao longo de dois anos muito mais cuidadoso e teve o material muito mais manutenido, por\u00e9m talvez isto mere\u00e7a um estudo da viabilidade da solu\u00e7\u00e3o a ser adotada pelo EB.<\/p>\n\n\n\n<p>Alertado pelo m\u00e9dico, que estava a 15 dias servindo na OM, o Parque repassou suas preocupa\u00e7\u00f5es para o Escal\u00e3o Superior.<\/p>\n\n\n\n<p>De imediato, em mais 15 dias, preparou-se seguindo orienta\u00e7\u00f5es do IBEx, uma opera\u00e7\u00e3o para que logo que o material do BRAENGR chegasse, este fosse descontaminado.<\/p>\n\n\n\n<p>A possibilidade de que no material proveniente da \u00c1frica viessem vetores ou micro organismos, que poderiam proliferar no Brasil, era real.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com meios de fortuna, rapidamente, preparou-se uma \u00e1rea no Parque, na qual a descontamina\u00e7\u00e3o pudesse ser feita.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o seria poss\u00edvel com o navio ao largo, dada a legisla\u00e7\u00e3o brasileira e controle aduaneiro n\u00e3o estarem preparados.<\/p>\n\n\n\n<p>No porto, com problemas de sindicatos e poss\u00edveis repercuss\u00f5es negativas, tamb\u00e9m, n\u00e3o seria poss\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Da\u00ed, os comboios t\u00e3o logo eram formados, partiam para o Parque com todas as pistas da Av. Brasil interditadas e ao chegar, eram totalmente descontaminados.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais tarde todos motoristas foram monitorados e as carretas de transporte foram descontaminadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Na chegada do BRABAT, o mesmo tipo de procedimento foi utilizado.<\/p>\n\n\n\n<p>Desta vez, com mais tempo, o IBEx (\u00e0 frente o Ten Cel Farmac\u00eautico Edino Camoleze) se organizou, como s\u00f3 se poderia esperar de uma OM daquela import\u00e2ncia, de modo profissional.<\/p>\n\n\n\n<p>Com equipamentos e trajes adquiridos, com solu\u00e7\u00f5es e pessoal instru\u00eddo, foi utilizado o que havia de mais performante.<\/p>\n\n\n\n<p>Todo material foi descontaminado e ficou em quarentena, inclusive, o dos Fuzileiros Navais que foi todo para o Parque.<\/p>\n\n\n\n<p>Chegou-se, at\u00e9 mesmo, a utilizar um m\u00e9todo de flocula\u00e7\u00e3o que para certos tipos de vetores alcan\u00e7ava 3 Km de raio.<\/p>\n\n\n\n<p>Fez-se doutrina.<\/p>\n\n\n\n<p>Adquiriu-se muita experi\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Proporcionou-se encontros m\u00e9dicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Alertou-se para a necessidade de legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para o Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Tudo foi filmado e registrado para uso futuro pelo IBEx.<\/p>\n\n\n\n<p>Houve uma intera\u00e7\u00e3o muito forte com o Corpo de Fuzileiros Navais.<\/p>\n\n\n\n<p>Este, juntamente com o pessoal do EB, como numa for\u00e7a \u00fanica, participou de todos eventos.<\/p>\n\n\n\n<p>Aprendeu como no caso da descontamina\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o de uma grande opera\u00e7\u00e3o, participou de modo uno e ensinou.<\/p>\n\n\n\n<p>Por mais de um m\u00eas, ajudou na guarda do Parque com um efetivo de 18 Sd Fz Nav, 3 Cb Fz Nav, 2 Sgt Fz Nav,&nbsp; radioperadores, e viaturas que sob o comando do Oficial de dia do Parque proporcionava, em refor\u00e7o, seguran\u00e7a \u00e0s 4.000 toneladas de material que chegara.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 se retirou, quando chegou refor\u00e7o de outras unidades do EB.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao compararmos a indisponibilidade do material da Marinha com o do Ex\u00e9rcito, verificou-se que nos Fuzileiros Navais era de 4 % e no EB 40%.<\/p>\n\n\n\n<p>Mostrou-se desta forma a diferen\u00e7a em ser operacional e ter operacionalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O operacional s\u00f3 cumpre a miss\u00e3o uma vez.<\/p>\n\n\n\n<p>Ter operacionalidade possibilita retornar com o material e estar pronto para outra miss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O Parque tivera, antes, oportunidade de ajudar no desembara\u00e7o do corpo do Cb Fz Nav morto em a\u00e7\u00e3o em Angola, bem como em seu enterro, comparecer com expressivo efetivo em sua \u00faltima homenagem.<\/p>\n\n\n\n<p>Cabe aqui ressaltar que comparando com soldados americanos que morrem em combate, n\u00f3s n\u00e3o estamos ainda preparados para recebe-los e prestar-lhes uma homenagem de her\u00f3i que volta para sua P\u00e1tria.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Angola, os Fz Nav soldaram nos cantos dos containers um cubo de a\u00e7o debaixo dos cubos das cantoneiras dos cont\u00eaineres que servem para fazer os \u201cLock\u201ds, com a finalidade de servir de p\u00e9s.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora tivessem exatamente a mesma forma e fura\u00e7\u00f5es para servirem de travamento em pranchas, os mesmos retiraram os cont\u00eaineres de seu dimensionamento normal, dificultando, at\u00e9 mesmo impossibilitando, a frenagem nos navios quando empilhados.<\/p>\n\n\n\n<p>O EB utilizou cotocos de madeira amov\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos cont\u00eaineres banheiros do EB n\u00e3o haviam \u201cLock\u201ds, motivo pelo qual eles se destru\u00edram quando empilhados nos navios.<\/p>\n\n\n\n<p>O Parque&nbsp; a partir de um cont\u00eainer geral, projetou e construiu um cont\u00eainer banheiro padr\u00e3o resistente que poder\u00e1 servir de modelo para outras miss\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Ficou capacitada a firma MAG MEC no Rio.<\/p>\n\n\n\n<p>A solu\u00e7\u00e3o de utiliza\u00e7\u00e3o de cont\u00eaineres para transporte, que no TO passam a servir de alojamentos, oficinas, PCs, escrit\u00f3rio, capela, gabinete odontol\u00f3gico, sala de cirurgia, pai\u00f3is, enfermarias, farm\u00e1cia etc, deu resultado e foi muito boa.<\/p>\n\n\n\n<p>A experi\u00eancia mostrou, que aproveitando os \u201clock\u201ds, pode-se construir uma arma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta, ent\u00e3o, &nbsp;pode sustentar um telhado de zinco, de madeira ou de lona 20 cm acima.<\/p>\n\n\n\n<p>Com isto, \u00e9&nbsp; poss\u00edvel diminuir a temperatura no interior do cont\u00eainer.<\/p>\n\n\n\n<p>O EB levou muito tempo para, junto \u00e0 ONU, aprender a preencher os formul\u00e1rios corretos para descarregar e ser indenizado com materiais que se tornaram inserv\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>A procura de obedecer as NARMMOTO, NARMENG etc, que n\u00e3o est\u00e3o adaptadas para esta situa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o recorrendo aos mecanismos e procedimentos da ONU, possivelmente causou um preju\u00edzo ao Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o esquecer que, entre outras coisas, diversos pneus carecas e rasgados e medicamentos vencidos, foram trazidos de volta. \u00c9 necess\u00e1rio criar mecanismos e normas especiais de gerenciamento do material.<\/p>\n\n\n\n<p>O BRAENGR tinha sua carga toda organizada e em dia, o que muito facilitou o recebimento e controle posterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Usava os meios de inform\u00e1tica com desenvoltura.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o BRABAT n\u00e3o estava na mesma situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seus micros foi verificado que n\u00e3o utilizavam os softwares dispon\u00edveis \u00e0 altura, principalmente no que concernia a bancos de dados.<\/p>\n\n\n\n<p>A varia\u00e7\u00e3o da energia de geradores provocava a queima dos estabilizadores de tens\u00e3o dos microcomputadores.<\/p>\n\n\n\n<p>O material de inform\u00e1tica passando a ser ligado diretamente queimava.<\/p>\n\n\n\n<p>Se faz mister o projeto de uma fonte especial, f\u00e1cil de ser projetada, para a partir diretamente de baterias (atuando como efeito zener) mantidas em carga pelos geradores, fornecerem diretamente as 4 tens\u00f5es necess\u00e1rias aos microcomputadores.<\/p>\n\n\n\n<p>Os geradores estavam com os tanques muito sujos, o que os levaram a panes.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, n\u00e3o era devido \u00e0 qualidade do diesel, pois este ao ser analisado no laborat\u00f3rio de combust\u00edveis do Parque 1, mostrou-se de qualidade melhor que o diesel brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Os geradores trif\u00e1sicos, em Angola, n\u00e3o estavam equilibrados com a carga por fase distribu\u00edda igualmente (da\u00ed a oscila\u00e7\u00e3o da energia).<\/p>\n\n\n\n<p>Em Kuito, os dois geradores de 330 KVA funcionavam alternando-se em regime de 12 horas.<\/p>\n\n\n\n<p>Para efeito de ter um desgaste mais equ\u00e2nimes deveriam funcionar com regime de 8 horas.<br>&nbsp;<br>Continua na 2\u00aa parte<br>(*)<\/p>\n\n\n\n<p>General-de-Brigada engenheiro militar veterano, AMAN Mat Bel 67, Pqdt Militar, Mestre Salto, Guerra na Selva, Graduado (Eng Eletr\u00f4nica) e P\u00f3s-graduado MSc (Nuclear) pelo Instituto Militar de Engenharia (IME) e pela \u00c9cole Nationale Sup\u00e9rieure de l\u2019A\u00e9ronautique et l\u2019Espace (Fran\u00e7a) , diplomado pelo Curso de Pol\u00edtica, Estrat\u00e9gia e Alta Administra\u00e7\u00e3o do Ex\u00e9rcito (CPEAEx).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Parque Regional de Manuten\u00e7\u00e3o da 1\u00aa Regi\u00e3o MilitarPor Iber\u00ea Mariano da Silva (\u25aa) &nbsp;&nbsp;&nbsp; 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