{"id":4305,"date":"2023-06-27T09:56:59","date_gmt":"2023-06-27T12:56:59","guid":{"rendered":"https:\/\/cvmarj.org.br\/site\/?p=4305"},"modified":"2023-06-27T10:00:56","modified_gmt":"2023-06-27T13:00:56","slug":"lembranca-34","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cvmarj.org.br\/site\/index.php\/2023\/06\/27\/lembranca-34\/","title":{"rendered":"Lembran\u00e7a 34"},"content":{"rendered":"\n<p>Parque Regional de Manuten\u00e7\u00e3o da 1\u00aa Regi\u00e3o Militar<br>Por Iber\u00ea Mariano da Silva (\u25aa)<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp; 6\u00aa parte<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;f. Material de Engenharia<br>&nbsp;<br>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Introdu\u00e7\u00e3o<br>A Se\u00e7\u00e3o de Manuten\u00e7\u00e3o de Material de Engenharia, explana neste relat\u00f3rio as provid\u00eancias e caminhos percorridos para coloca\u00e7\u00e3o do material de engenharia da For\u00e7a de Paz em Angola &#8211; UNAVEM III em disponibilidade. Destacam-se os trabalhos de recebimento, triagem, manuten\u00e7\u00e3o e remessa do material \u00e0 cadeia de suprimento. Descreve-se os passos para coloca\u00e7\u00e3o em estado de disponibilidade, as limita\u00e7\u00f5es, as provid\u00eancias administrativas e os motivos dos defeitos apresentados.<br>&nbsp;<br>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Desenvolvimento<br>2.1) Recebimento<br>O material de engenharia oriundo da Miss\u00e3o de For\u00e7a de Paz em Angola, foi recebido no Parque Regional de Manuten\u00e7\u00e3o da 1\u00aa Regi\u00e3o Militar acondicionado num total aproximado de 15(quinze) cont\u00eaineres com equipamentos diversos. Foram recebidos pelo 14\u00ba Dep\u00f3sito de Suprimento, e repassado ao Parque para in\u00edcio da manuten\u00e7\u00e3o.<br>Observou-se que em diversos equipamentos encontravam-se quebrados, possivelmente devido ao mau acondicionamento no transporte.<br>V\u00e1rios estavam molhados, pois diversos containers continham furos, o que ocasionou infiltra\u00e7\u00e3o e posterior alagamento dos materiais. Dentre estes pode-se citar como exemplos de materiais encharcados: Ponte Bailey M1, motobombas, Global Position Sistem &#8211; GPS, detector de minas, detector de metais e explosores eletr\u00f4nicos.<br>Devido \u00e0 grande quantidade de material de engenharia, estes tiveram que ficar acondicionados nos pr\u00f3prios containers fruto da falta de espa\u00e7o adequado para deposit\u00e1-los.<br>Perdeu-se um tempo relevante devido \u00e0 complexidade e diversidade do material, a grande quantidade de componentes, como \u00e9 o caso dos equipamentos de sapador, demarca\u00e7\u00e3o de campo de minas, ilumina\u00e7\u00e3o el\u00e9trica; e tamb\u00e9m, por existirem muitos componentes de equipamentos espalhados pelos diversos cont\u00eaineres, inclusive nos de Material Motomecanizado (Motobombas).<br>2.2 Realiza\u00e7\u00e3o da Manuten\u00e7\u00e3o<br>Com a finalidade de facilitar o trabalho e baseada em uma an\u00e1lise t\u00e9cnica de forma que o mesmo fosse dividido em necessidades de provid\u00eancias, realizou-se a sele\u00e7\u00e3o abaixo:<br>a) Material para manuten\u00e7\u00e3o pelo t\u00e9cnico;<br>b) Material para pintura;<br>c) &nbsp;Material para processo de descarga<br>&nbsp;<br>No primeiro lote, ap\u00f3s an\u00e1lise do t\u00e9cnico, o material foi dividido em duas classes. A primeira a que necessitava de suprimento, em que alguns casos a pr\u00f3pria se\u00e7\u00e3o dispunha e em outros providenciava-se pedidos para o Setor de Aquisi\u00e7\u00e3o. Na segunda foram colocados equipamentos que por falta de familiaridade, foi julgado necess\u00e1rio sua terceiriza\u00e7\u00e3o. Apenas pode-se citar os Grupos Geradores de 73, 150 e 300 KVA ( material de gest\u00e3o da DOM ).<br>Pode-se concluir que a necessidade de reparos de muitos equipamentos, deu-se devido a situa\u00e7\u00e3o do uso intenso do material em campanha, sendo que alguns acrescidos ao uso anterior ao envio para Angola.<br>No segundo lote dependendo da disponibilidade de tinta, foi de imediato providenciada a pintura e portanto, colocado os equipamentos em disponibilidade para remessa ao 14\u00ba Dep\u00f3sito de Suprimento.<br>No terceiro lote os equipamentos entraram no processo de descarga quando o alto custo, fruto do estado de deteriora\u00e7\u00e3o, e an\u00e1lise dos mesmos levou \u00e0 conclus\u00e3o de n\u00e3o serem aproveit\u00e1veis ou de recupera\u00e7\u00e3o n\u00e3o compensadora. Em consequ\u00eancia foram confeccionados Pareceres T\u00e9cnicos e Termos de Exame e Averigua\u00e7\u00e3o de Material, os quais foram remetidos ao Escal\u00e3o Log\u00edstico da 1\u00aa Regi\u00e3o Militar para homologa\u00e7\u00e3o.<br>Pelas conclus\u00f5es das an\u00e1lises, pode-se dizer que muitos equipamentos entraram no processo de descarga, devido a utiliza\u00e7\u00e3o intensa em campanha, pela prec\u00e1ria manuten\u00e7\u00e3o que existia em Angola.<br>Pode-se citar, tamb\u00e9m, algumas falhas que foram observadas pela Se\u00e7\u00e3o de Manuten\u00e7\u00e3o de Material Leve de Engenharia:&nbsp;&nbsp;&nbsp;<br>&nbsp;<br>Batalh\u00e3o For\u00e7a de Paz<br>Para os grupos eletrog\u00eaneos seria imprescind\u00edvel contar com um canal de suprimento regular com vistas \u00e0 atender a manuten\u00e7\u00e3o org\u00e2nica e de 3\u00ba escal\u00e3o. N\u00e3o havia.<br>A falta de pessoal especializado fez com que um grupo eletrog\u00eaneo de 20 KVA e um de 5 KVA fossem totalmente canibalizados pelo 1\u00ba contingente, que sem condi\u00e7\u00f5es de recupera\u00e7\u00e3o, foram recolhidos ao Brasil para repara\u00e7\u00e3o.<br>Por falta de suprimento em Angola foram recebidos conjuntos suc\u00e7\u00e3o recalque e tratamento indispon\u00edveis, pois os eixos das bombas d\u2019\u00e1gua da marca DARCA estavam quebrados. Em Angola foi feita a adapta\u00e7\u00e3o da v\u00e1lvula de tr\u00eas vias do CSRT em motobomba Agrale M 80, para que a mesma continuasse a operar.<br>Pelo fato de n\u00e3o estarem centralizados no Pel Eng da Cia Sv, os materiais de engenharia do Btl, o controle e a manuten\u00e7\u00e3o dos mesmos n\u00e3o foram eficazes. Muitos dos geradores ficaram oxidados pela falta de coberturas apropriadas.<br>A Equipagem Bailey chegou totalmente oxidada pelo imperfeito acondicionamento em Angola, e por n\u00e3o ter uma rigorosa manuten\u00e7\u00e3o org\u00e2nica com \u00f3leo e graxa em suas diversas partes da equipagem.<br>&nbsp;<br>Companhia de Engenharia For\u00e7a de Paz<br>&nbsp;<br>O trator&nbsp; de esteiras FIAT ALLIS D4, al\u00e9m de ter uma pot\u00eancia fraca para os trabalhos que eram realizados em Angola, apresentou superaquecimento do motor. Havia para os mesmos dificuldade de suprimento<br>O controle da manuten\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s das Fichas Registro de Equipamento, e em Livro Registro de Equipamento n\u00e3o foi utilizado.<br>A retro escavo carregadeira FIAT ALLIS apresentou a quebra da conex\u00e3o da mangueira da sapata traseira. Por n\u00e3o ter estoque de mangueiras para a substitui\u00e7\u00e3o, ela se tornou inoperante.<br>Os grupos eletrog\u00eaneos teriam a necessidade de contar com um canal de suprimento regular para atender a manuten\u00e7\u00e3o org\u00e2nica e de 3\u00ba escal\u00e3o. Como n\u00e3o havia, os mesmos se tornavam inoperantes e eram abandonados.<br>2.3 Material de Consumo<br>Todo material desta natureza foi remetido ao 14\u00ba Dep\u00f3sito de Suprimento.<br>2.4&nbsp;&nbsp;&nbsp; Total de Material Manutenido<br>&nbsp;<br>NOMENCLATURA<br>QUANTIDADE<\/p>\n\n\n\n<ol>\n<li>MOTOR DE POPA 25\/40\/60 HP<br>08<\/li>\n\n\n\n<li>TEODOLITO<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp; a)Teodolito<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp; b)N\u00edvel de luneta<br>01<\/li>\n\n\n\n<li>GRUPO ELETROG\u00caNEO<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp; a)Motores em geral<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp; b) Alternadores<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp; c) Painel\/Regulador de tens\u00e3o<br>45<\/li>\n\n\n\n<li>EQUIPAMENTO ELETR\u00d5NICO<br>a)&nbsp;&nbsp; Explosores<br>b)&nbsp;&nbsp; Detectores de minas<br>c)&nbsp;&nbsp; Galvan\u00f4metros<br>20<\/li>\n\n\n\n<li>EQUIPAMENTO DE TRATAMENTO DE \u00c1GUA<br>a)&nbsp;&nbsp; Conjunto Suc Rec Tratamento<br>b)&nbsp;&nbsp; Diatofiltro 7 VT<br>c)&nbsp;&nbsp; Bomba d&#8217; \u00e1gua<br>d)&nbsp;&nbsp; Tanque de Armazenamento d&#8217; \u00e1gua<br>e)&nbsp;&nbsp; Conj Purifica\u00e7\u00e3o d&#8217; \u00e1gua Industrial &nbsp;&nbsp;<br>648<\/li>\n\n\n\n<li>BOTES<br>a)&nbsp;&nbsp; Botes pneum\u00e1ticos<br>b)&nbsp;&nbsp; Estrados<br>11<\/li>\n\n\n\n<li>DIVERSOS<br>a)&nbsp;&nbsp; Equipamento de ilumina\u00e7\u00e3o el\u00e9trica<br>b)&nbsp;&nbsp; Equipamento de demarca\u00e7\u00e3o de campo de minas<br>c)&nbsp;&nbsp; Compressor de Ar<br>d)&nbsp;&nbsp; Equipamento de destrui\u00e7\u00e3o<br>e)&nbsp;&nbsp; Equipamento de sapador<br>f)&nbsp;&nbsp;&nbsp; Equipamento de solda<br>g)&nbsp;&nbsp; B\u00fassola individual<br>h)&nbsp;&nbsp; Detector de metais<br>i)&nbsp;&nbsp;&nbsp; Bast\u00e3o de sondagem<br>j) &nbsp;&nbsp; &nbsp;Betoneiras<br>k) &nbsp;&nbsp;Bomba el\u00e9trica<br>l) &nbsp;&nbsp; &nbsp;Componentes da Equipagem Ponte Bailey&nbsp;&nbsp;<br>m) Lanternas<br>3083<br>TOTAL DE EQUIPAMENTOS MANUTENIDOS<br>3816<br>&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li>Conclus\u00e3o<br>Conclui-se que ao recuperar e manutenir todo material de engenharia oriundo da For\u00e7a de Paz em Angola, que o Parque 1 fez o que h\u00e1 de melhor para recuperar o m\u00e1ximo dos materiais.<br>Foi um per\u00edodo de intensos trabalhos, demonstrando que os esfor\u00e7os empreendidos durante o preparo do material pelo PqRMnt\/1, para o cumprimento da miss\u00e3o, teve pleno \u00eaxito e sucesso.<br>A Entrega do Material Pronto e Sua Distribui\u00e7\u00e3o<br>Embora avaliadores, ao verem o estado do material, estimassem em tr\u00eas anos ao menos o prazo para manuten\u00e7\u00e3o, o Parque se prop\u00f4s a ter 90% pronto e entregue no dia 31 de agosto. Apesar do per\u00edodo de meio expediente para fins de economia administrativa, o Parque conseguiu atingir sua meta.<br>As expectativas eram enormes. A medida que o tempo passava e todos tomavam conhecimento de que o material seria distribu\u00eddo \u00e0s OMs, pedidos chegavam ao Parque para fosse entregue este ou aquele material para esta ou aquela unidade. Sempre com o maior tato poss\u00edvel, os companheiros eram orientados para os canais competentes. Poucas unidades conseguiram do EME a entrega mais r\u00e1pida, por necessidade operacional urgente. Por\u00e9m na sua grande maioria, o Parque, apoiado pela 1a RM, Diretorias e EME, conseguiu com tranquilidade conduzir o processo. O apoio das Diretorias foi tal, que uma delas chegou a gerar documento com centenas de itens sugerindo a sequ\u00eancia de como deveriam ser manutenidos. Cada uma parecia pensar que n\u00e3o estava tendo a prioridade que necessitava. Logo era informada do adiantar do material de sua gest\u00e3o. Sempre procurou-se informar o m\u00e1ximo poss\u00edvel a cada uma. Todos materiais de todas Diretorias foram manutenidos por militares especialistas o tempo todo.<br>Na entrega do material ao 14\u00ba D Sup, houve um problema, pois aquela OM sempre quis receber o material de equipamentos pelos manuais dos mesmos, dando,&nbsp; por vezes falta de componentes que sequer foram para Angola. A OM n\u00e3o seguia a guia, que ela mesmo conferiu quando o material chegou, o qual batia perfeitamente com o material existente e com o do Controle no N\u00facleo do Patrim\u00f4nio For\u00e7a de Paz da 1a RM. Por vezes mudava a nomenclatura de um determinado material, colocando-o em excesso e dando falta no que fora renomeado.<br>Com a compreens\u00e3o do Parque e N\u00facleo For\u00e7a de Paz, ap\u00f3s dar baixa no material que efetivamente chegara, via-se o problema futuro do 14o D Sup ao ter que redistribuir o material, com faltas e\/ou com nomenclatura errada.<br>Outro problema era a de como receber o Material. Primeira ou Segunda Classe? Por vezes, solicitava-se manuais de instala\u00e7\u00e3o e ou opera\u00e7\u00e3o de materiais estrangeiros, que foram destru\u00eddos em Angola ao longo de 2 anos. Quando existia equipamento em certa quantidade, e o Parque havia recebido ao menos um manual, fotoc\u00f3pias do mesmo eram feitas e acopladas a todos outros do mesmo tipo.<br>A demora de distribui\u00e7\u00e3o do material que estava no 14o D Sup, principalmente de viaturas de, por vezes, at\u00e9 seis meses; a falta de espa\u00e7o para acondicionar sob teto e a falta de manuten\u00e7\u00e3o de material em dep\u00f3sito levou \u00e0 alguns problemas, tais como:<br>deteriora\u00e7\u00e3o da pintura;<br>n\u00e3o fixa\u00e7\u00e3o da carga de algumas baterias novas;<br>amassados por manobras;<br>pequenos furtos de acess\u00f3rios;<br>retirada de lembran\u00e7as;<br>deteriora\u00e7\u00e3o de toldos que se soltavam e ficavam batendo com as intemp\u00e9ries;<br>ferrugem nas ca\u00e7ambas;<br>todos problemas poss\u00edveis em vtrs paradas por 6 meses:<br>mofo em reservat\u00f3rios flex\u00edveis de \u00e1gua;<br>desapertos para outros equipamentos que tinham faltas etc.<br>&nbsp;<br>Para solucionar o problema:<br>\u00b7 passou, o Parque, a fazer revis\u00e3o de entrega, principalmente de viaturas;<br>\u00b7 o 14o D Sup aumentou os postos de servi\u00e7o para melhor vigiar o material;<br>\u00b7 o Parque foi ao local para fazer algumas corre\u00e7\u00f5es no material danificado;<br>\u00b7 o Parque solicitou que fosse colocado no NE que daria uma garantia por 3 meses a partir da entrega do material. (A mat\u00e9ria possivelmente se extraviou.)<br>&nbsp;<br>A An\u00e1lise das Cicatrizes do Material<br>Pela an\u00e1lise dos danos nos diversos materiais, e colhendo informa\u00e7\u00f5es com aqueles que l\u00e1 estiveram procurou-se sintetizar as causas que levaram \u00e0 situa\u00e7\u00e3o do material que chegou de Angola. Ser\u00e3o a seguir as mesmas comentadas:<br>a)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Navio de p\u00e9ssima qualidade;<br>b)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Estivadores desmotivados, desleixados e n\u00e3o profissionais tanto l\u00e1 como aqui;<br>c)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Falta de amarras nos equipamentos;<br>d)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Falta de suportes para i\u00e7amento;<br>e)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Equipamento n\u00e3o apropriado para translado;<br>f)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Embalagem mal feita;<br>g)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Excessiva pressa para deixar Angola, com um tratamento do material como terra arrasada (quase uma fuga);<br>h)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Excesso de material. V\u00e1rios n\u00e3o foram usados. V\u00e1rios foram abandonados ao primeiro sinal de pane, dada a abund\u00e2ncia;<br>i)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Falta de suprimento. Suprimento n\u00e3o condizente com o material que l\u00e1 estava;<br>j)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Demora entre o pedido de ressuprimento e a chegada do mesmo;<br>k)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Material ou parte do material n\u00e3o apropriado para o TO , tais como:<br>&nbsp;\u00b7 os caminh\u00f5es Mercedes que t\u00eam vidros retorcidos e inteiri\u00e7os. Os mesmos em terreno acidentado por terem tor\u00e7\u00e3o excessiva na cabine, quebravam ou rachavam o vidro (20%);<br>\u00b7 os multimodais e os JPX com centro de gravidade muito alto;<br>\u00b7 os MBB 1214 com sua frente de pl\u00e1stico;<br>\u00b7 as barracas de lona que s\u00f3 aquentavam 2 meses etc;<br>l)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Experi\u00eancia no TO de materiais n\u00e3o avaliados ou consagrados pelo uso;<br>m)&nbsp;&nbsp;&nbsp; Falta de conhecimento t\u00e9cnico do pessoal;<br>n)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Material n\u00e3o conhecido pelos militares dos 2o, 3o e 4o escal\u00f5es;<br>o)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; N\u00e3o haver \u201cpassagem de bast\u00e3o\u201d com tempo suficiente entre os escal\u00f5es;<br>p)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Desconhecimento do material. (Pessoal escolhido por um dos escal\u00f5es, por ser m\u00fasico, e que tamb\u00e9m dirigir. Eles receberam Vtr QT, e necessitavam saber dirigir fora de estrada);<br>q)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Muita pane de operador;<br>r)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O 1o escal\u00e3o ao conhecer o material abandonou os manuais, o 2o encontrou parte dos manuais, o 3o&nbsp; muito pouco e o 4o quase nenhum, pouqu\u00edssimos voltaram;<br>s)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 necess\u00e1rio, que o \u00f3rg\u00e3o comprador, o de manuten\u00e7\u00e3o e a tropa tenham o mesmo manual de pe\u00e7as do material que est\u00e1 em campanha para se falar a mesma l\u00edngua na hora de pedidos de ressuprimento;<br>t)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 necess\u00e1rio um link de&nbsp; comunica\u00e7\u00e3o direta entre o \u00f3rg\u00e3o de manuten\u00e7\u00e3o e a tropa para n\u00e3o haver distor\u00e7\u00f5es de mensagens;<br>u)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 imprescind\u00edvel que o \u00d3rg\u00e3o de manuten\u00e7\u00e3o de 3o e 4o escal\u00e3o fa\u00e7a contato direto de manuten\u00e7\u00e3o. (O Parque em uma ida de uma semana depanou todos geradores e moto bombas, e que estavam deixando a tropa em estado de desespero);<br>v)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O fator Ps\u00edquico.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Um estado interessante de ser estudado, que \u00e9 um misto de p\u00e2nico, medo, abandono, stress, cansa\u00e7o, tens\u00e3o, n\u00e3o se importar com nada, relaxamento, apreens\u00e3o, ansiedade que podem at\u00e9 mesmo levar a um desajuste.<\/p>\n\n\n\n<p>Tudo muito bem definido numa s\u00f3 frase que constava de um muro na base de Kuito:<br>\u201c\u00c0 beira da morte, contando com a sorte\u201d.<br>&nbsp;<br>\ufffc \ufffc<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ex\u00e9rcito&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Na\u00e7\u00e3o Forte. Brasil!<br>&nbsp;<br>Em um avi\u00e3o C130, a 10.000 p\u00e9s de altitude, sobre o Oceano Atl\u00e2ntico, m\u00e9dico da Aeron\u00e1utica, assistido por Fuzileiro Naval, trata de doente do Ex\u00e9rcito.<br>(Foto de Iber\u00ea Mariano da Silva)<br>&nbsp;<br>A lista acima, feita ap\u00f3s muita pondera\u00e7\u00e3o, n\u00e3o deve ser jamais vista como qualquer tipo de cr\u00edtica.<\/p>\n\n\n\n<p>Muito menos deve corrigir o passado.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela se destina a servir de trampolim para planejamentosde novas miss\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>(*) General-de-Brigada Engenheiro Militar Veterano, AMAN Mat Bel 67, Pqdt Militar, Mestre Salto, Guerra na Selva, Graduado (Eng Eletr\u00f4nica) e P\u00f3s-graduado MSc (Nuclear) pelo Instituto Militar de Engenharia (IME) e pela \u00c9cole Nationale Sup\u00e9rieure de l\u2019A\u00e9ronautique et l\u2019Espace (Fran\u00e7a) , diplomado pelo Curso de Pol\u00edtica, Estrat\u00e9gia e Alta Administra\u00e7\u00e3o do Ex\u00e9rcito (CPEAEx).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Parque Regional de Manuten\u00e7\u00e3o da 1\u00aa Regi\u00e3o MilitarPor Iber\u00ea Mariano da Silva (\u25aa)&nbsp;&nbsp;&nbsp; 6\u00aa parte&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;f. Material de Engenharia&nbsp;1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Introdu\u00e7\u00e3oA Se\u00e7\u00e3o de Manuten\u00e7\u00e3o de Material de Engenharia, explana neste relat\u00f3rio as provid\u00eancias e caminhos percorridos para coloca\u00e7\u00e3o do material de engenharia da For\u00e7a de Paz em Angola &#8211; UNAVEM III em disponibilidade. 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